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Tempo, Espaço e Memória-Exposição Retrospectiva da artista Beni Moura abre na próxima quinta-feira, 18

As obras ficarão expostas ao público até o dia 18 de fevereiro na Casa Monsenhor Celso.

Suzane Cicarello 09/01/2024 2 min de leitura
Tempo, Espaço e Memória-Exposição Retrospectiva da artista Beni Moura abre na próxima quinta-feira, 18

A Prefeitura de Paranaguá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, (Secultur), convida a população para a abertura da exposição da artista Beni Moura que tem como tema “Tempo, Espaço e Memória”, que é uma exposição retrospectiva, na próxima quinta-feira, dia 18, a partir das 19h, na Casa Monsenhor Celso.

Vale destacar que a exposição fica aberta ao público até o dia 18 de fevereiro. De acordo com a equipe da Secultur, a população pode visitar a Casa e conhecer as obras de segunda a sexta das 08h às 18h e nos sábados das 10h às 14h. Essa exposição foi contemplada pelo edital de chamamento público nº008/2023 do Município de Paranaguá.

Beni Moura apresenta uma exposição das várias fases da sua trajetória com obras produzida desde a década de1980 até os trabalhos mais recentes.

A curadoria e seleção das obras para a exposição foi realizada pela própria artista que usou como referência o texto “Desfazer-se, a construção de um imaginário - A arte de Beni Moura, da penteadeira aos abismos em busca do sentido” de autoria da crítica de arte Mariza Bertoli, Membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e Conselheira da Sociedade Cientifica de Estudos da Arte.

O texto foi escrito pela renomada crítica de arte na apresentação do catálogo da exposição individual “Desfazer-se” realizada em 2009 na Casa João Turin em Curitiba e foi publicado no jornal da ABCA - Associação Brasileira de Críticos de Arte em julho de 2009 .

A exposição, TEMPO, ESPAÇO E MEMÓRIA – Exposição Retrospectiva: Beni Moura apresenta um panorama com as obras mais representativas que percorreram a trajetória da artista, nesse tempo e nesse espaço, composta de pinturas, objetos escultóricos e instalação.

A exposição é composta por obras realizadas nos 38 anos da carreira da artista que inclui a produção de todas as épocas e fases da artista, ordenadas de maneira cronológica.

Para a artista, o sabor da pintura custou o árduo exercício do indeterminado, da busca pela coerência plástica para superá-la em seguida.

“Foi preciso palmilhar cada um dos territórios da pintura para atingir a envolvência do símbolo. Quis aproximar-me, rasgar o suporte convencional, abandonar os pinceis e experimentar a manipulação direta das terras, sentindo-lhes o cheiro, percebendo as diferenças de cor e temperatura as diversas texturas, a granulação. Quis aproximar-me das práticas ancestrais, da arte ligada à magia. Entrar no túnel, explorar as entranhas da Mãe Terra, da Pachamama dos povos antigos, para torná-las imagens simbólicas. Imagem rude, áspera, primeiro sobre papel, depois sobre sacos de estopa”, explica Beni.

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