Representantes de instituições técnicas e de ensino e entidades da sociedade civil organizada acompanharam a apresentação da equipe da Universidade Federal do Paraná (UFPR), por meio do Laboratório de Geoprocessamento e Estudos Ambientais (Lageamb), que iniciou as atividades do projeto Periferia Sem Risco.
Paranaguá terá seu plano elaborado pela UFPR a convite da Secretaria Nacional de Periferias (SNP) do Ministério das Cidades (MCid).
De acordo com o professor da UFPR, Eduardo Vedor, o trabalho está numa fase inicial. “Realizamos a primeira reunião pública, abrindo os trabalhos para toda a comunidade de Paranaguá. O projeto está no seu terceiro mês, de um total de 18 meses. Então temos identificado previamente as áreas principais de ocorrências de alagamentos, inundação e deslizamentos que serão mapeadas, e também a gente está discutindo, de maneira inédita, a questão das mudanças climáticas, e a alteração do nível do mar, já que temos cerca de 30 mil famílias morando a poucos metros acima do nível do mar aqui em Paranaguá”, destacou o professor Eduardo.
“Também discutimos sobre risco tecnológico já que temos um histórico na cidade de explosões, vazamentos ligados à atividade portuária. Então, a nossa ideia, em parceria com as empresas que operam esses produtos, como granéis líquidos, é pensar em estratégias para capacitar a população do entorno a como lidar com essas situações”, completou.
Todo o trabalho está sendo feito em parceria com a Prefeitura de Paranaguá, por meio da Secretaria Municipal de Urbanismo que coordena o Comitê Gestor Municipal do PMRR, integrando outras secretarias como Assistência Social, Obras, Serviços Urbanos, Meio Ambiente, Saúde e Segurança junto com a Defesa Civil.
O secretário Municipal de Urbanismo, Koiti Takiguchi, destacou a importância da elaboração do Plano. “Observamos a necessidade do município ter esse plano para reduzir os riscos. Esse projeto veio para Paranaguá entre as 20 cidades no Brasil, que foram contempladas. Então, é uma honra para o município Paranaguá participar. Isso surgiu de uma interação que a gestão municipal tem junto às universidades federais, estaduais e também privadas e essa boa relação que nós temos junto ao Ministério das Cidades com o governo federal”, disse o secretário durante a reunião pública.
Nos próximos meses será realizada a mobilização social para o mapeamento dos riscos . Nessa etapa, estão previstas diversas capacitações e oficinas participativas com o Comitê Gestor e com a comunidade local. O mapeamento será realizado por imageamento com drone e, posteriormente, em vistas técnicas casa a casa das localidades identificadas.
Ao final da apresentação, foi aberta oportunidade para perguntas, quando os representantes da sociedade civil organizada puderam dirimir dúvidas e esclarecer detalhes de trabalho das próximas etapas do projeto.