Técnicos da Secretaria de Estado da Saúde estão em Paranaguá debatendo estratégias de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Na tarde desta terça-feira, 16, o prefeito Marcelo Roque se reuniu com os técnicos, o diretor geral da 1° Regional de Saúde, Leovaldo Bonfim, a secretária municipal de Saúde, Lígia Regina de Campos Cordeiro e a superintendente de Vigilância em Saúde, Marianne Gomes para debater as estratégias.
"Hoje não se combate o vetor sem a conscientização da população", ressalta o biológico da Secretaria de Estado da Saúde, Rubens Massafera.
A visão do biólogo que conta com 35 anos de experiência na área, é um cenário registrado em várias cidades do país, contudo Paranaguá tem mais um agravante para a proliferação do inseto: o clima quente e úmido.
"Sem a população nesse combate cuidando de suas residências, evitando água parada, não acumulando lixo e entulho, será muito mais difícil controlar a proliferação do Aedes aegypti", acrescenta.
O prefeito Marcelo Roque destaca que durante todo o ano o trabalho dos agentes de endemias não para e há um reforço de ações ainda mais efetivas no período de maior incidência do inseto.
"Temos mantido o trabalho constante com os agentes de endemias visitando casas e comércios, realizando palestras e remoção de criadouros. Ainda estamos realizando ações pontuais com mutirões de limpeza, temos levado a conscientização à população, feito levantamento de índice do mosquito, mas realmente essa precisa ser uma luta de todos", enfatiza.
"Os agentes de endemias ainda encontram dificuldades para entrar nas residências para orientar e eliminar criadouros, mas muita gente, infelizmente ainda não abre suas portas. Outra dificuldade é quanto ao lixo. Temos a coleta em dia, com horário definido em toda Paranaguá, mas algumas pessoas ainda insistem em descartar em terrenos baldios e pelas ruas o que prejudica e muito a eliminação do mosquito. Entulhos também se tornam outro agravante, com pessoas descartando pelas ruas. Precisamos da união da população para vencer essa batalha", lamenta o prefeito.
O diretor Leovaldo Bonfim está acompanhando os trabalhos. "A Secretaria de Estado da Saúde está atenta e enviou os técnicos para auxiliar o município no que for preciso. Recentemente os técnicos estiveram também em Guaraqueçaba. Estamos acompanhando todo o litoral que vivencia esse período com aumento nos casos de dengue", ressalta.
"Estamos lutando para combater essa doença e precisamos do apoio da população evitando recipientes com água parada e se mantendo atenta às suas residências. Caso o cidadão verifique possíveis criadouros pode informar a Vigilância em Saúde pelo e-mail da Ouvidoria da Saúde: ouvidoria.saude@paranagua.pr.gov.br", ressalta.
COMO EVITAR CRIADOUROS
A dengue é uma doença transmitida por mosquitos, principalmente pelo Aedes aegypti, e a eliminação adequada do lixo é uma medida importante para prevenir sua propagação. Aqui estão algumas dicas para lidar com o lixo de forma segura:
Descarte o lixo em recipientes adequados: utilize sacos de lixo e feche-os adequadamente para evitar que mosquitos e outros animais tenham acesso ao seu conteúdo.
Não descarte lixo em áreas não autorizadas: não jogue lixo em terrenos baldios, rios, córregos ou qualquer outro local não destinado para esse fim. Além de ser prejudicial ao meio ambiente, também pode se tornar um local propício para a proliferação de mosquitos transmissores da dengue.
Limpe regularmente áreas propícias para a criação de mosquitos: verifique e elimine recipientes que possam acumular água parada, como pneus velhos, latas, garrafas e recipientes plásticos.
Mantenha a sua casa limpa e organizada: evite o acúmulo de entulhos, folhas secas e outros materiais que possam servir como abrigo para os mosquitos. Realize a limpeza frequente de calhas, caixas d'água e outros locais que possam reter água.
Informe as autoridades sobre problemas de descarte irregular de lixo: caso perceba locais onde o lixo está sendo descartado de forma inadequada ou que representem risco para a propagação da dengue, entre em contato com as autoridades competentes para que possam tomar as medidas apropriadas.