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Paranaguá é referência no atendimento integrado a crianças e adolescentes vítimas de violência

2º Seminário de Enfrentamento às Violências Contra Crianças e Adolescentes aconteceu hoje (18) em mais uma ação de conscientização e sensibilização do Maio Laranja

Luciane Chiarelli 18/05/2023 2 min de leitura
Paranaguá é referência no atendimento integrado a crianças e adolescentes vítimas de violência

“O município de Paranaguá é referência no atendimento integrado e tem desenvolvido políticas públicas consideradas inovadoras porque constrói uma integração entre as políticas sociais, de educação e de saúde e de defesa de direitos”, destacou a doutora em Serviço Social e coordenadora do Núcleo de Direitos Humanos, Jucimere Silveira.

Ela foi a palestrante do 2º Seminário de Enfrentamento às Violências Contra Crianças e Adolescentes que aconteceu hoje (18), no auditório do Isulpar, em mais uma ação de conscientização e sensibilização do Maio Laranja.

O prefeito de Paranaguá, Marcelo Roque, também destacou a ação que promoveu na cidade com a implantação do Centro de Atendimento Integrado para Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência (CAICAVV) que reúne uma equipe multidisciplinar das secretarias de Assistência Social, Saúde, Educação, além do Nucria e Conselho Tutelar.

“Maio Laranja é importante pois é mais um momento de conscientização e reforça as políticas públicas que a administração municipal promove com o objetivo de proteger as nossas crianças e adolescentes. Criamos o primeiro Centro Integrado do Paraná com este objetivo”, destacou o prefeito Marcelo.

A secretária Municipal de Assistência Social, Ana Paula Falanga, lembrou que o CAICAVV é o caminho de entrada neste enfrentamento. “O objetivo é não revitimizar a criança ou adolescente que passou por alguma violência. Com o CAICAVV, a criança não fica repetindo a história por diferentes estruturas que atuam na rede de proteção”, lembrou ela.

A secretária de Saúde lembrou que no Centro Integrado há profissionais como psicólogos, fonoaudiólogo e enfermeiros também. “Queremos garantir um atendimento humanizado e cada caso é avaliado por diferentes profissionais envolvidos num único objetivo de cuidar das crianças”, explicou Lígia Cordeiro.

Caminho

E é na sala de aula que, muitas vezes, os casos vêm à tona. Por isso os professores passam por formações e cursos de escuta especializada para que estejam capacitados a ouvir e fazer o primeiro atendimento.

“Muitas crianças encontram no professor a pessoa que confiam para falar de algum tipo de violência”, disse a secretária Municipal de Educação, Tenile Xavier. Ela explicou que, ao tomar conhecimento de algum caso, a escola aciona o Conselho Tutelar que toma as medidas necessárias.

“Nossa rede está preparada para atender nossas crianças e o Maio Laranja reforça todo este trabalho e esta preparação”, finalizou a secretária de Educação.

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