“O combate ao trabalho infantil é uma pauta que a Prefeitura, por meio da Secretaria de Assistência Social, tem debatido muito e contamos com estas instituições e empresa para garantir um trabalho ainda mais eficaz para combater qualquer tipo de exploração”, destacou a secretária Municipal de Assistência Social, Ana Paula Falanga, durante o evento promovido nesta terça-feira, dia 28.
“Queremos que a cidade entenda que nós somos uma rede de proteção e as empresas que estão aqui instaladas tenham um compromisso social. Hoje a Cattalini é uma precursora na cidade na questão de renúncia fiscal e nós queremos que todas as empresas que geram recursos possam devolver em ações solidárias por meio da renúncia fiscal que pode patrocinar projetos sociais que vão influenciar diretamente, no desenvolvimento da nossa cidade”, completou a secretária.
A mobilização envolveu representantes de empresas portuárias, da própria Portos do Paraná, do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria), entre outros segmentos.
Eva Cristina Dengler, Superintendente de Programas e Relações Empresariais da Childhood Brasil, explicou que o programa na Mão Certa é uma iniciativa da Childhood Brasil e que se dedica a enfrentar a exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil e atua com governos e empresas e sociedade civil. “Hoje estamos em Paranaguá para iniciar uma mobilização, juntamente, com estes três setores. Tudo começou quando a rainha Sílvia, da Suécia, participou do primeiro encontro mundial e decidiu abrir uma instituição e por ter uma mãe brasileira, ela iniciou este trabalho pelo Brasil”, explanou. “A exploração sexual está em locais onde há uma grande circulação de pessoas que podem ser turistas, viajantes, trabalhadores de obras, caminhoneiros, e as áreas portuárias são caracterizadamente onde ocorrem muitas dessas situações e por isso promovemos essa mobilização também, em Paranaguá. Programa na Mão Certa já tem mais de 350 empresas pelo Brasil que aderiram. Temos parceria com as autoridades portuárias de Santos, na região do Paraná, em portos privados e agora em Paranaguá”, completou Dengler.
Ela reforçou que a ideia a ser desenvolvida em Paranaguá como um projeto piloto, é levar a metodologia para outras cidades portuárias do país.
O diretor empresarial do Porto de Paranaguá, André Pioli, lembrou que o assunto é pertinente. “Paranaguá recebe embarcados do mundo inteiro, assim como caminhoneiros e há uma grande circulação de pessoas e por isso a cidade precisa cuidar das suas crianças. Por isso a Portos do Paraná, junto com a Prefeitura, está fazendo soma nestes esforços para que as pessoas em vulnerabilidade possam ter um cuidado diferenciado”.
Emanuel Brandão, delegado do Nucria, confirmou que cidades portuárias sofrem mais com situações como a exploração sexual de crianças e adolescentes. “Em Paranaguá, acreditamos que há poucas denúncias, justamente, porque a população teme denunciar, mas o Nucria está preparado e atende a todos os casos registrados”, reforçou o delegado durante o evento.
A Mobilização de Paranaguá pelo fim da exploração sexual de crianças e adolescentes aconteceu no auditório da Portos do Paraná.
A empresa portuária Cattalini é conhecida pela participação em vários projetos sociais de Paranaguá. O representante da empresa no evento, Fábio Martins Jorge, lembrou que o trabalho em parceria com a Childhood Brasil vem acontecendo há dois anos e foi possível promover a palestra para que a representante da ONG pudesse falar sobre as experiências e como a parceria pode ser firmada junto a outras empresas de Paranaguá. “Temos colaborado com o programa Mão Certa e feito um trabalho forte junto aos caminhoneiros”, explicou.