O mês de dezembro foi escolhido para representar a luta contra a Aids e reforçar a conscientização da população quanto a doença. O “Dezembro Vermelho” reforça as atitudes ressaltadas no Dia Mundial de Luta contra a Aids, lembrado em 1.º de dezembro.
Conforme a psicóloga do Programa Municipal de IST/HIV-Aids, Cláudia Michelon, palestras em empresas e treinamentos com profissionais das unidades de saúde de Paranaguá quanto aos testes rápidos e atendimentos para quem busca o serviço, fazem parte das ações realizadas no período.
A Prefeitura de Paranaguá por meio da Secretaria Municipal de Saúde realiza a conscientização da população com ações, campanhas e orientações repassadas nas unidades de saúde para que as pessoas procurem o Centro Municipal de Diagnóstico e realizem o teste rápido para HIV/Aids, sífilis e hepatites B e C. Os exames são gratuitos e o resultado é apresentado em até 30 minutos. As unidades básicas também realizam o exame.
CASOS
Atualmente Paranaguá se encontra na 33.ª colocação no ranking nacional. “Há cerca de oito anos estivemos entre os primeiros lugares em casos, mas felizmente hoje já caímos significativamente no ranking nacional”, comenta a psicóloga.
Nos últimos 10 anos, Paranaguá não teve casos de HIV em crianças menores de um ano, de 10 a 14 anos foi registrado um caso confirmado para HIV, já de 15 a 19 anos foram 27 confirmações. Nas idades entre 20 a 34 anos foram contabilizados 388 casos e de 35 a 49 anos, 366 casos. Entre as pessoas de 50 a 64 anos foram 180 positivos e de 65 a 79 anos, 25 confirmados entre os anos de 2010 e 2020.
A maioria dos confirmados é do sexo masculino, conforme Cláudia Michelon. “Nos últimos 10 anos foram 575 casos confirmados do sexo masculino e 412 do sexo feminino. É uma proporção de 65% homens e 35% mulheres, aproximadamente”, detalha.
“No momento, cerca de 1.970 pacientes realizam o tratamento conosco, ou seja, aderiram ao tratamento corretamente com a medicação e todo acompanhamento”, observa a psicóloga.
CARGA VIRAL INDETECTÁVEL
O tratamento correto fará toda a diferença para a qualidade de vida do paciente. Para se alcançar a carga viral indetectável é necessário manter o tratamento corretamente, seguindo todas as orientações e utilizando os medicamentos indicados. “Nosso grande objetivo é fazer com que o paciente chegue a uma carga viral indetectável. Hoje, 70% dos nossos pacientes ativos estão com carga viral zero e isso significa qualidade de vida, boa saúde e perspectiva de vida longa. Isso só é possível com a boa adesão ao tratamento”, ressalta.
Cláudia Michelon salienta que as pessoas podem realizar o teste rápido para detecção de HIV, Sífilis e Hepatites B e C gratuitamente no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), localizado no Centro de Diagnóstico João Paulo II, nas segundas e terças-feiras. O interessado deve levar um documento com foto.