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Fasp realiza evento em lembrança à Semana de Luta Antimanicomial

Palestras, encontros públicos e exposição fizeram parte da ação

Flávia Adans 19/05/2023 2 min de leitura
Fasp realiza evento em lembrança à Semana de Luta Antimanicomial

O dia 18 de maio é lembrando pela Luta Antimanicomial. A data tem como objetivo promover a reflexão e a luta pelos direitos das pessoas com transtornos mentais, buscando a superação dos manicômios e a construção de uma sociedade mais inclusiva e respeitosa.

Pensando nisso, a Fundação de Assistência à Saúde de Paranaguá (Fasp) realizou a Semana de Luta Antimanicomial por meio do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).

Durante a semana, foram organizadas palestras direcionadas aos profissionais da Atenção Básica de Saúde com o intuito de promover a troca de conhecimentos e fortalecer a abordagem humanizada no cuidado mental. Além disso, encontros públicos foram realizados para conscientizar a comunidade sobre a importância da desinstitucionalização e do cuidado em liberdade.

Uma parte significativa da programação foi a exposição de artesanatos produzidos pelos próprios pacientes, na Feira do Agricultor. Essa iniciativa teve como objetivo valorizar as habilidades e capacidades das pessoas em tratamento, destacando suas potencialidades e promovendo a inclusão social, além de envolver a comunidade local na promoção da saúde mental e na construção de uma sociedade mais justa e acolhedora para todos.

"Todos devemos valorizar esse trabalho e contribuir quanto comunidade para conseguirmos desta forma, fortalecer o modelo de atenção psicossocial focado no indivíduo com todas as suas particularidades e deixando o modelo hospitalocêntrico no passado", avalia a técnica em Enfermagem do CAPS, Bernadete Pereira do espirito Santo.

A enfermeira do CAPS, Silvia Cristina Macagnan acredita que o movimento na luta antimanicomial para quem atua no Centro de Atenção Psicossocial não é isolado. “Trabalhamos diariamente com essa população para desmistificarmos o estigma do tratamento psiquiátrico. Consiste também em uma forma de diálogo e sensibilização para manutenção da Rede de Atenção Psicossocial e levantarmos a mesma bandeira em prol de uma sociedade sem manicômios”, observa.

"Essa luta histórica atinge toda a interação social e saúde mental. Dentro das instituições e fora delas. Os profissionais fazem parte, os familiares fazem parte e principalmente os usuários, mas é preciso que todo o restante do corpo social também perceba a saúde mental. Essa luta é todo dia”, enfatiza a psicóloga Jessica Eloah Torres de Almeida.

MOVIMENTO

O movimento antimanicomial surgiu no final da década de 1970 e se intensificou ao longo dos anos, buscando denunciar e combater as violações de direitos humanos e as práticas de exclusão social vivenciadas pelas pessoas em sofrimento mental. Uma das principais bandeiras do movimento é o fim dos manicômios, que eram instituições totais, fechadas e desumanas, onde os pacientes eram submetidos a tratamentos cruéis e desrespeitosos.

Ele defende a substituição desses manicômios por serviços abertos e comunitários, que ofereçam tratamento humanizado, respeito à autonomia e valorização das escolhas das pessoas em sofrimento mental. Além disso, busca a promoção da inclusão social, a garantia de direitos civis, o combate ao estigma e à discriminação relacionados às questões de saúde mental.

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