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Com apoio da Prefeitura, Projeto Samuzinho leva educação em primeiros socorros e prevenção de acidentes às escolas de Paranaguá

Ação intersetorial das secretarias de Saúde e Educação leva orientações sobre prevenção de acidentes e primeiros socorros às escolas municipais.

Luiza Rampelotti e Ceres Martins/Fotos: Moysés Zanardo 07/08/2025 3 min de leitura
Com apoio da Prefeitura, Projeto Samuzinho leva educação em primeiros socorros e prevenção de acidentes às escolas de Paranaguá

O som da sirene do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) deu lugar a sorrisos e olhares curiosos nesta quinta-feira (7), quando a equipe do Projeto Samuzinho chegou à Escola Municipal Professora Edinéia Garcia Ribeiro, no bairro Jardim Samambaia, em Paranaguá. A ação faz parte de um cronograma organizado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e Ensino Integral (Semedi) e o apoio do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Litoral do Paraná (Cislipa).

Com uma abordagem lúdica e prática, o projeto tem como objetivo ensinar crianças e adolescentes sobre prevenção de acidentes, técnicas básicas de primeiros socorros e a importância do uso consciente do número de emergência 192. A atividade integra o Programa Saúde na Escola (PSE) e busca fortalecer os laços entre os serviços de saúde e a comunidade escolar, promovendo desde cedo uma cultura de cidadania e responsabilidade.

Para a diretora da escola, Andreia Moreira Esser Rosa, o impacto do projeto é permanente na formação dos alunos. “As crianças aprendem como agir em situações de emergência, como em casos de engasgo ou acidentes. Também passam a entender a importância de não fazer trotes e de como acionar corretamente o Samu. É um conhecimento que vão levar para toda a vida”, ressaltou.

Seis escolas atendidas em agosto

Desde o início do ano, o Projeto Samuzinho já alcançou mais de 5 mil estudantes em municípios do Litoral. Agora, avança em Paranaguá com o objetivo de atender todas as unidades escolares da rede municipal. “Nós já estivemos em duas escolas e temos mais quatro programadas só neste mês de agosto. A meta é chegar a 100% das unidades”, afirmou Josinéia de Araújo, diretora de Estratégia da Saúde da Família da Semsa. 

Segundo Josinéia, levar essa informação para as crianças é essencial, pois elas acabam sendo multiplicadoras dentro de casa. “A criança orientada pode ajudar os colegas ou até os familiares. A gente pode evitar sequelas ou acidentes graves se ela souber como agir e como pedir socorro”, explicou.

Além de ensinar técnicas como desengasgo e imobilização em caso de fraturas, o projeto também conscientiza sobre os riscos de intervenções inadequadas. “Muita gente acha que está ajudando, mas um atendimento incorreto pode agravar o estado da vítima”, alertou Rafael Rodrigues, coordenador de Comunicação do Samu. Ele destacou ainda a importância de esperar o atendimento especializado e seguir as orientações passadas pelo telefone 192. “Retirar capacetes em acidentes de moto ou oferecer água para alguém ferido são atitudes que podem piorar a situação”, pontuou.

A ação é também uma oportunidade de apresentar o funcionamento do Samu e do aplicativo oficial Ligue 192 VOIP, que agiliza o atendimento em situações de urgência. “Mostramos por que são feitas tantas perguntas quando alguém liga. É para que o socorro seja o mais preciso e rápido possível”, explicou Rafael.

A empolgação dos alunos era visível. “Eu achei muito legal, divertido. Aprendi que não se pode mexer na pessoa machucada e que a gente tem que ajudar”, contou Alessandro Júnior de Oliveira Elias, de 9 anos, do 4º ano B. Já Anne Luize de Almeida Prado Nunes, também de 9 anos, colega de turma, destacou o aprendizado sobre primeiros socorros em bebês. “Aprendi o que fazer quando o bebê se engasga. É muito importante saber isso”, afirmou.

Para a supervisora especial de Planejamento da Semedi, Micheli Zela, o Samuzinho reforça o papel da escola como espaço de formação integral. “É um projeto intersetorial que garante um aprendizado lúdico e, ao mesmo tempo, essencial para a vida em sociedade. As crianças aprendem para ajudar e proteger, dentro e fora da escola”, finalizou.

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